Em busca
de uma melhor qualidade de vida dos funcionários e o bem-estar nas organizações
tem se a ginástica laboral que tem se tornado cada vez mais comum nas empresas,
trata-se de alongamentos em diversas partes do corpo, durante o expediente de
trabalho.
A tese Repercussão
De Um Programa De Ginástica Laboral Na Qualidade De Vida De Trabalhadores De
Escritório da Caroline de Oliveira Martins demonstra a experiência da adoção de
ginástica laboral no dia a dia de 42 trabalhadores de escritório de municípios catarinenses.
Resumo: Esta
pesquisa quanti-qualitativa caracterizou-se como um estudo de caso descritivo longitudinal
e teve como foco principal analisar a repercussão de um Programa de Ginástica
Laboral (PGL) desenvolvido ao longo de três anos – 2002 a 2004, na qualidade de
vida (QV) de 42 trabalhadores de escritório de oito municípios catarinenses. O
PGL foi constituído pela ministração de três aulas semanais de GL
compensatória, com duração de quinze minutos, acompanhada pela disseminação no
ambiente de trabalho de informações para a promoção da QV. Exercícios de
alongamento estático formaram a base da GL, projetados para atuar na
musculatura mais requisitada durante a jornada de trabalho - região lombar da
coluna vertebral, ombros, punhos e mãos, uma vez que as tarefas ocupacionais da
amostra envolviam grande requisição manual, principalmente pela intensa utilização
do computador. A fim de analisar a melhoria do bem-estar proveniente da GL, a
adoção de um estilo de vida ativo incentivada pelo programa e a vivência e
difusão de seus ensinamentos, bem como a relação destas variáveis com a
aderência à GL e carga de trabalho, utilizaram-se os dados derivados de
questionário semi-aberto, aplicado no final de cada um dos três anos da
pesquisa, discutidos a partir de análise descritiva e tratamento estatístico -
teste exato de Fisher, Regressão Logística e Q de Cochran. Com o intuito de
principalmente verificar o declínio do PGL ao longo do tempo e a disseminação
do conhecimento advindo do programa, utilizaram-se os dados provenientes de
entrevista semi-estruturada, aplicada apenas nos oito sujeitos de Florianópolis,
no mês de outubro de 2005. Os resultados quantitativos sugerem que o PGL pôde
ter beneficiado significativamente a QV através da melhoria do bem-estar, da
realização de exercícios de alongamento fora da jornada de trabalho e da
vivência e difusão do conhecimento proveniente das informações semanais sobre
QV, além da repercussão do programa na QV do trabalhador e de sua comunidade
ter sido diretamente proporcional à aderência à GL e da carga de trabalho não
ter sido capaz de influenciar tal aderência. Todavia, o PGL parece ter sido
incapaz de promover um estilo de vida ativo em seus participantes. Os
resultados qualitativos mais expressivos indicaram que ao longo dos anos, o PGL
não proporcionou o mesmo impacto da QV do trabalhador principalmente devido à redução
do desempenho dos professores de GL, especialmente no tocante à falta de
criatividade nas aulas e correção dos exercícios, bem como em decorrência da
adaptação do trabalhador às melhorias do programa, que inicialmente eram
vividamente experimentadas. Ainda, através da análise dos depoimentos, foi
possível constatar que os conhecimentos mais difundidos - informações semanais
sobre QV e exercícios de alongamento - foram os que despertaram maior
interesse. Desta maneira, conclui-se que o PGL estudado pôde ter apresentado a
capacidade de repercutir positivamente na QV do trabalhador, alcançando,
inclusive, sua comunidade.
Brenna Thuanne

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